MEDIUNIDADE INFANTIL
- quinta-feira, dezembro 10, 2009, 13:20
- Artigos Espíritas
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“Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade?”
“Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de 12 anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas…”
O Livro dos Médiuns – Cap. XVIII
Dos inconvenientes e perigos da mediunidade
“Derramarei do meu Espírito sobre toda criatura humana. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os jovens terão visões e os velhos terão sonhos.”
Atos dos Apóstolos,
Profeta Joel, cap. 2 – Vers.17
Não há dúvida de que a predição bíblica do profeta Joel, acima descrita, refere-se às manifestações mediúnicas e já alertava para o momento em que esses fenômenos seriam bastante evidentes, principalmente entre os jovens e as crianças.
Ora, sendo a mediunidade um atributo natural, não se justifica haver tanta estranheza quando o Espírito, durante sua infância física, a apresenta de modo claro e inequívoco.
Durante os primeiros anos de sua nova encarnação, as ligações entre o Espírito e o corpo físico são mais flexíveis. Isso permite um maior entrosamento entre o indivíduo encarnado e aqueles que se encontram na erraticidade.
A falta de esclarecimentos leva muita gente a atribuir as faculdades mediúnicas que se manifestam na infância a fantasias decorrentes da idade e as ignora. Ou, o que é pior, ridiculariza e reprime a criança, provocando conflitos interiores que podem lhe trazer, no futuro, prejuízos psíquicos e morais.
Se levarmos em conta as palavras de Jesus, chegaremos à conclusão de que toda criança que manifeste sinais de mediunidade deve ser levada muito a sério. Por que o Mestre faria tal citação, se não houvesse relevantes razões para este processo?
Todo médium, independentemente da idade de seu corpo físico, deve ser orientado e estimulado a buscar esclarecimentos, a fim de conhecer a utilidade das faculdades que lhe foram atribuídas pela espiritualidade. Mas, quando se trata de uma criança, essa necessidade é ainda maior, porque a criança não dispõe de vontade própria, não é dona de suas ações. Cabe ao adulto, a quem ela foi confiada, encaminhá-la e oferecer-lhe toda a segurança necessária para a sua devida preparação.
A participação de crianças e adolescentes médiuns, durante as comunicações espirituais que permitiram a elaboração das obras da codificação espírita, foi de suma importância. Por que agora seria diferente? O que leva um adulto a duvidar de uma criança que afirme estar ouvindo vozes, vendo Espíritos, ou até mesmo sendo importunada por “amiguinhos invisíveis”? Incredulidade? Comodidade? Ou algo bem mais grave, como estar se submetendo à influência de obsessores que têm por objetivo atrapalhar o cumprimento da tarefa assumida por aquele indivíduo?
O PEQUENO MÉDIUM
No novo romance de Roberto de Carvalho, inspirado pelo Espírito Basílio, intitulado O Pequeno Médium (Editora Aliança), as faculdades mediúnicas de um menino de 12 anos são o foco central da trama, mostrando quão útil pode ser o médium quando bem orientado e devidamente auxiliado para a consecução de suas tarefas. Mostra a responsabilidade dos adultos nessa empreitada, deixando claro que, quando cada um cumpre o seu papel e, com o auxílio indispensável do Alto, não há obra que não possa ser realizada.
***
Vivendo com a avó, num vilarejo de lavradores, Davi é um menino com brilhantes faculdades mediúnicas. A convivência com Espíritos faz parte da sua rotina e só o deixa assustado quando o padre lhe diz que tais visões são artimanhas do demônio.
Auxiliado por um Espírito amigo e por pessoas comprometidas com o espiritismo, Davi é orientado sobre os objetivos de sua mediunidade e, por meio de comunicações recebidas, consegue evitar que uma grande injustiça seja cometida, envolvendo vários moradores do vilarejo num processo de graves dívidas morais.
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Muito interessante, há muitas pessoas que não querem conhecer o vida real, e permanecem na maior das ilusões, fazendo mau ao próximo como se essa atitude não retornasse pra eles mesmo!