Relacionamento
- quinta-feira, fevereiro 25, 2010, 7:54
- Artigos Espíritas
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Ao passar o período da “afobação”, como o prazer de um namoro mais demorado, o casal deve buscar desenvolver os sentimentos perpétuos. Como o companheirismo, o carinho, a afabilidade, o entendimento, a compreensão, o perdão entre outros.
Através do desenvolvimento desses sentimentos a comunhão se torna mais harmoniosa e mais duradoura. A permuta sexual é composta por ternura e amor.
Não se tem como único objetivo o prazer momentâneo, ao contrário, a comunhão é mais aproveitada pelos sentimentos verdadeiros do amor que envolvem o casal.
Essa é uma conquista que somente o esforço, objetivando o aprimoramento moral, trará.
Quando eliminarmos a nossa ansiedade pela conquista material, sejam os bens ou os atributos que nos tornam essencialmente materialistas, mais facilmente entenderemos essa renovação moral, a verdadeira depuração dos nossos sentimentos.
Vivemos ainda para a conquista da matéria nos prazeres terrenos e para o poder temporário , mesmo inconscientemente a nossa busca é a da “felicidade” efêmera e imediata, mesmo sabendo que iremos desencarnar e nada desses ganhos materiais levaremos conosco. Continuamos de reencarnação à reencarnação nos entorpecendo nas drogas geradas pela nossa insatisfação, deixando de buscar o engrandecimento verdadeiro e eterno encontrado nos valores epirituais.
Será que mesmo diante do raciocínio mais lógico, utilizando-se da meditação, chegaríamos a essa conclusão analisando mais profundamente as conseqüências das nossas atitudes mesmo na vida terrena ?
Se concluirmos naturalmente, e não precisamos raciocinar muito sobre isso, que as ações ruins geram conseqüências ruins, porque escolhemos gratuitamente agir dessa forma ? Agir de maneira a nos prejudicar, alimentando as nossas paixões mundanas através do egoísmo e do orgulho exacerbado ?
A falta do auto-amor nos conduz nesse caminho de facilidades aparentes, gerando grandes expiações futuras através de situações dolorosas e deploráveis. Temos exemplos diários de pessoas que deturparam o seu próprio caminho, escolhendo os sofrimentos futuros através de atitudes desajustadas. Todo ser humano que não despertou para a realidade eterna, continua nesse caminho considerando que os pequenos momentos de “alegria” e prazeres vividos são o auge do seu objetivo.
Mas além de destruidores dos sentimentos, esses prazeres são os grandes inimigos da nossa consciência e da nossa evolução espiritual. Como almejar o reino dos Céus se nos comprazemos com os sentimentos inferiores ? Jesus nos mostrou a devoção no amor ao próximo como o remédio dos nossos males e não a ganância pelos bens materiais para satisfação da nossa própria vaidade.
Jesus veio entre os simples e sofridos para nos mostrar que o reino dos Céus pertence àqueles que são considerados os menores na Terra.
Bem Aventurados os Pobres de Espírito !!!
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