A vida futura

Diminui, dia a dia, o número de pessoas muito apegadas aos princípios religiosos que professavam desde pequeninas, onde aprenderam com seus pais e avós suas primeiras noções de religião, que lhes ensinavam que o indivíduo “morria” e, dessa forma, mais nada existia dele em termos de vida, como se fosse ele um simples objeto qualquer, sem nenhuma outra finalidade.

Isto porque, o ser humano buscando incessantemente explicações lógicas para o fato de sermos criados sem um objetivo plausível para nossas vidas, e mais, observando que não morrem somente os mais velhos, os que já viveram algum tempo, mas também, os mais novos, algo estava se fazendo perceber, além de nossa compreensão da vida na Terra.

Dessa forma, estudando e pesquisando sobre o tema, pode finalmente observar com mais cuidado e perspicácia, que algo muito acima de nossas antigas concepções está por trás de tantos acontecimentos que se sucedem diariamente, e que desafiam a lógica das acanhadas soluções propostas pela ciência da Terra.

Percebeu, portanto, que fatos que anteriormente não lhe pareciam ter nenhuma explicação, como por exemplo, o grande número de seres que morrem em tenra idade, outros que já nascem com sérios problemas de saúde física ou mental, outros tantos que vivem em situações de profunda desgraça material e moral ao lado de outros que no mesmo ambiente, desfrutam de aparente ventura em suas vidas, tudo isso, sem uma explicação racional para que se pudesse entender como funciona a justiça Divina da qual tanto se ouve falar, e, que em razão dessas aberrações constatadas por todas as partes do universo, tornava-se cada vez mais difícil aceitar que Deus seja como se ouve dizer, todo poderoso, infinitamente bom e justo.

Ora, em sendo assim, alguns questionamentos logo saltam aos nossos sentidos: Onde encontrar bondade e justiça de um Pai soberanamente bom e justo, que permite mortes tão cruéis de crianças que só encontraram violência e desamor na curta passagem que tiveram pela vida física, sem que sequer tenham contribuído para tamanha desgraça? Como ver bondade e justiça num Pai, que permite ser um filho seu morto no útero de sua própria mãe, pelo aborto covarde? Como justificar tantas desigualdades entre seus próprios filhos sem se admitir privilégios concedidos a alguns por um ser verdadeiramente justo?

Essas indagações, que nos embaraçaram a compreensão em outras oportunidades encontram explicações lógicas, na sabedoria da mensagem trazida pelos prepostos de Jesus com o advento do Consolador prometido, hoje, sabemos que é infalível a sua justiça, e, que hoje, colhemos simplesmente o que plantamos ontem, de forma nem sempre responsável.

Foi Jesus quem primeiramente nos afirmou que “a cada um seria dado segundo as suas próprias obras”, deixando ao nosso inteiro critério fazer o bem ou o mal, pois, para isso, a Paternidade Divina nos equipou de inteligência, dando-nos ainda a consciência equipada com as bênçãos de suas Leis Sábias e Justas.

Preciso se faz que entendamos o quanto antes, que não somos simplesmente vítimas da vida, esquecidos por Deus e entregues à própria sorte, somos sim, seus filhos muito amados e temos todo o seu apoio e as ferramentas de que necessitamos para preparar uma vida de felicidades e alegrias num futuro que começa desde já, através das construções que empreendemos no presente, e, que certamente encontraremos no porvir.

Os Celestes Emissários do Mestre de Nazaré, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o cuidado de Deus para com todos os seus filhos, com os esclarecimentos que segue:

963. Com cada homem, pessoalmente Deus se ocupa? Não é Ele muito grande e nós muito pequeninos para que cada indivíduo em particular tenha, a Seus olhos, alguma importância?

“Deus se ocupa com todos os seres que criou, por mais pequeninos que sejam. Nada, para Sua bondade, é destituído de valor.” 1

Que Jesus nos envolva e nos inspire para uma melhor plantação no hoje presente, para uma proveitosa colheita no porvir.

Fonte:

1) O Livro dos Espíritos – FEB, 81ª edição.

Francisco Rebouças.




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Sobre o Autor

Francisco Reboucas

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Pós-graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos órgãos de divulgação do espiritismo no Brasil, Expositor espírita. o Conselho Fiscal e Diretor de doutrina da UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói/RJ.

One Comment em “A vida futura”

  • Rosemary Ferreira de Jesus publicado em 23 janeiro, 2011, 18:50

    Gostei muito do artigo pois esclarece sobre a vida futura que muitos de nos espíritas ainda temos medo.

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