O Amor


“És livre para imprimir na tua existência o padrão de felicidade ou de
aflição com o qual desejas conviver.

Jamais desejando para o seu próximo o que não gostaria de experimentar,
assumem-se compromissos de prosperidade, sem prejuízo de natureza alguma
para si ou para os outros.

A vida são as incessantes oportunidades que surgem pela frente, jamais os
insucessos que ocorreram no passado

Aquele que cede ante ao obstáculo, que desiste diante da dificuldade já
perdeu a batalha sem a ter enfrentado. Não raro, o obstáculo e a dificuldade
são mais aparentes que reais, mais ameaçadores do que impeditivos. Só se
pode avaliar após o enfrentamento. Ademais, cada vitória conseguida se torna
aprimoramento da forma de vencer e cada derrota ensina a maneira como não se
deve tentar a luta. Essa conquista é proporcionada mediante o esforço de prosseguir sem desfalecimento e insistir após cada pequeno ou grande
insucesso. O objetivo deve ser conquistado, e, para tanto, a coragem do
esforço contínuo é indispensável.
Muitas vezes será necessário parar para refletir, recuar para renovar forças
e avançar sempre. É uma salutar estratégia aquela que faculta perder agora o
que é de pequena monta para ganhar resultados permanentes e de valor
expressivo depois.

O seu hoje representa as ações antes realizadas e o seu amanhã defluirá das
suas atividades hoje desenvolvidas.

Ninguém se evade das consequências de seus atos, como planta alguma produz
diferente fruto da sua própria estrutura fatalista.

Vive de tal forma que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como
estrelas apontando o rumo da felicidade e não deixes ninguém afastar-se de
ti sem que leve um traço de bondade, ou um sinal de paz da tua vida.

Mantém-se equilibrado a qualquer preço, para que não pagues o preço da culpa

Não sejas aquele que se faz o mal exemplo.
Sê discreto e aprende a superar-te.
Vence os pequenos problemas e percalços com dignidade, a fim de superares os
grandes desafios da vida com honradez.
Podes o que queres.
Resolve-te em definitivo, por ser cristão, não te permitindo o que nos
outros censuras, sem desculpismos nem uso de medidas infelizes com as quais
esperas do próximo aquilo que ainda não pode ser.

O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por
essênia divina.

É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece
à medida que se reparte.

Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto
mais se irradia.

Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força
reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o
oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de
viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente – de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato
- se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.

Quando real, estruturado e maduro – que espera, estimula, renova – não se
satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as
pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da
fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o
comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser
fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de
relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.

Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se
apresentem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança – ciúme, incerteza
ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções – a necessidade de ser
amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que
pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a
exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica,
a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno,
pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações
da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante,
indestrutivel.

Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se
mimetizando, contagiando de jubilos e paz.

Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é
agressivo nem embriagador ou apaixonado…

O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no
intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.

O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA
FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS”.

Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco




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Neli Sampaio

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