Doutrina espírita — filosofia com bases científicas e consequências morais
- quarta-feira, maio 6, 2009, 13:55
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Pelo método aplicado na observação dos factos, pelas respostas que oferece às profundas indagações do espírito humano, com reflexos inevitáveis no modo de proceder das pessoas, salienta-se que o espiritismo é uma doutrina de tríplice aspecto: científico, filosófico e moral.
No livro “O que é o Espiritismo”, Allan Kardec diz-nos que «o espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações.
1. Ciência – método científico
Os fenómenos mediúnicos, tão antigos quanto o homem à face da terra, sempre chamaram a atenção para a realidade da vida espiritual.
O espiritismo, surgindo numa época de emancipação e madureza intelectual, procedeu, na sua elaboração, da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental.
O espiritismo experimental estudou as propriedades dos fluidos espirituais e demonstrou a existência do perispírito.
A parte experimental do espiritismo está contida em «O Livro dos Médiuns», editado em Paris, França, em 1861.
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2. Filosofia – novos campos para o conhecimento
As grandes questões da alma permaneceram por muito tempo encobertas pelo véu do mistério e do dogma.
A libertação do conhecimento, nos tempos modernos, permitiu ao homem questionar os princípios filosóficos dogmáticos, incapazes de resistirem ao mínimo critério de lógica.
A filosofia espírita está consubstanciada em «O Livro dos Espíritos», editado em 1857.
As bases da doutrina espírita foram estabelecidas por Allan Kardec, através da análise e selecção das comunicações dos espíritos, usando o critério da universalidade e concordância do ensino dos espíritos à luz da razão.
O espiritismo propugna pela fé raciocinada.
Os pontos fundamentais do espiritismo são: Deus; o espírito e a sua imortalidade; comunicabilidade dos espíritos; a reencarnação; pluralidade dos mundos habitados; leis morais.
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3. Moral – aperfeiçoamento interior
O homem primitivo, não podendo explicar os fenómenos naturais, atribuía-os a uma potência superior, que ele passou a reverenciar, surgindo as formas primitivas de culto.
O espiritismo não tem formas exteriores de adoração, nem sacerdotes, nem liturgia.
A parte moral do espiritismo está contida em «O Evangelho Segundo o Espiritismo», editado em 1864.
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